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VOLUNTARIADO: RESPOSTA SOCIAL, SIM.

Voluntariado: Resposta Social, Sim.

A missão da Associação Coração Amarelo (ACA) é apoiar e acompanhar as pessoas idosas que se encontrem em situação de solidão e/ou isolamento, ou em risco de virem a estar. Sendo uma entidade enquadradora de voluntariado, assegura esta missão através da ação de um grupo de voluntários que se desloca ao local de residência das pessoas apoiadas, seja em domicílio ou em estruturas residenciais para pessoas idosas, com os objetivos de ……………….…………………. fazer companhia, conversar e ouvir.

Desde o ano 2000 que a ACA - delegação de Lisboa desenvolve a sua ação, em toda a cidade, no apoio à população idosa com recurso a um grupo de voluntários, devidamente enquadrados e acompanhados. Em 2009, através da celebração de um Acordo Atípico com o Centro Distrital da Segurança Social, foi possível passar a desenvolver este trabalho com o apoio, em exclusividade, de uma equipa técnica constituída por profissionais com várias valências de intervenção, designadamente, uma animadora sociocultural, uma assistente social, uma psicóloga e uma terapeuta ocupacional.

Passou, então, a ser possível não só um acompanhamento por profissionais ao voluntariado mas também a execução de outros projetos de intervenção social, facilitadores e complementares à melhoria da resposta desenvolvida. Desta forma, aposta-se na promoção de uma atuação diferenciada, numa linha de inovação, na medida em que se procura adequar a resposta ao perfil de cada um dos utentes apoiados. 

Todo o enquadramento, acompanhamento e supervisão da resposta social preconizada é da responsabilidade da equipa técnica, que desenvolve o conjunto de iniciativas inscritas nos planos de atividade em estreita coordenação com as orientações da direção da Delegação. 

O objetivo que move a organização de uma resposta social em voluntariado visa potenciar um processo de envelhecimento ativo e participativo da população apoiada, através da ação de um grupo de voluntários enquadrados, acompanhados e supervisionados por uma equipa técnica composta por profissionais, nomeadamente:

  • Concretizar a finalidade do exercício do voluntariado
  • Enquadrar, com recurso ao trabalho de profissionais, o voluntariado
  • Confirmar o voluntariado como resposta social
  • Contribuir para o bem-estar da população idosa apoiada, procurando satisfazer as suas necessidades a nível emocional, afetivo e socio-relacional
  • Desenvolver um trabalho de parceria com entidades da área da saúde e da ação social com vista à construção de uma resposta integrada
  • Apostar na formação contínua dos voluntários assim como no enquadramento, acompanhamento e supervisão da sua ação, com vista à diferenciação da resposta, tendo em conta as necessidades específicas de cada utente.

No âmbito do trabalho em rede, as instituições parceiras da cidade de Lisboa, têm vindo a reconhecer e valorizar de forma crescente, a importância da complementariedade do voluntariado como resposta a outras formas de intervenção social. Neste enquadramento confirma-se, de forma visível e segura, que a ACA Delegação de Lisboa cumpre a missão a que se propõe.

Por convicção e rigor, acredita-se que um modelo de trabalho assente na existência de equipas técnicas de retaguarda, potencia o impacto do trabalho dos voluntários junto da população para quem se dirige a ação, permitindo entender-se a realidade da solidão na sua multidimensionalidade.

A intervenção junto da população idosa, num contexto de contínuas mudanças sociais e tecnológicas que, muitas vezes, desencadeiam desajustamentos nas formas de estar e/ou fazer habituais, impõe a definição clara dos limites de atuação do voluntário numa dupla perspetiva: por um lado, a promoção da autonomia da população idosa, compreendendo a necessidade desta manter atividade socio-relacional e de assim, se mitigarem os efeitos de desadaptações sociais; por outro, a assunção de que o voluntário da ACA atua numa esfera muito específica mas absolutamente determinante para a definição de uma intervenção que perspetive a satisfação de diferentes níveis de necessidades do ser humano, conforme Maslow definiu há mais de um século através da, por todos conhecida, “Teoria da Hierarquia das Necessidades” (1973).

A credibilidade do trabalho desenvolvido assenta também no cumprimento dos princípios legais orientadores para a prática do voluntariado que se consubstancia na formalização de um contrato onde se estabelecem os direitos e os deveres do voluntário e da entidade que o enquadra, as responsabilidades de atuação de ambos, tudo isto numa lógica de trabalho de forte proximidade e colaboração. 

A ACA – delegação de Lisboa procurará continuamente melhorar a qualidade da resposta e serviços prestados, numa ótica de atualização constante do acompanhamento das alterações que se verificam nas várias realidades sociais, continuando a apostar quer na formação dos técnicos a nível da gestão e acompanhamento das suas populações alvo (utentes e voluntários), quer na formação contínua dos voluntários para garantir uma intervenção reconhecida e valorizada por todos.